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Exigências Bíblicas ao Presbiterato (II)
“Que governe bem a sua própria casa”
Eis aqui outra característica fundamental a ser observada por aqueles que se sentem chamados à vocação do presbiterato, e para a igreja ter em mente quando for escolher aqueles que irão compor o Conselho de sua igreja. O governo do lar é o teste definitivo de como o presbítero eleito irá se comportar à frente da igreja, pois o lar é um microcosmos da família maior, que é a família da fé. Como pode alguém desejar o presbiterato se, no dia-a-dia, não tem qualquer preocupação com o bem estar espiritual de sua família, ou não busca ter atitudes para orientá-la quanto à sua vida com Deus? Ainda, como alguém pode desejar administrar uma igreja se não consegue se desvencilhar das crises financeiras por falta de organização pessoal? Não seria incoerente de sua parte desejar, agora, cuidar de outras famílias? “Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? (1Tm 3.5). Saiba que “se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm 5.8). Este é o alerta bíblico. Para ser presbítero é preciso já ter maturidade para enfrentar as crises financeiras, espirituais, emocionais, e para prevenir-se dos perigos que ameaçam a paz da família. Eis um sinal importante: Se a própria família do candidato não o reconheceria como presbítero, é porque ainda falta amadurecimento. Outro fator que creio seja decisivo para um exercício eficaz no presbiterato, é a visão e participação da esposa. Ela será a chave para o crescimento ou ruína de seu ministério. Se o candidato sente que sua esposa neste momento ainda é imatura para compreender o desprendimento necessário para a realização de sua função, e ela não o apóia em sua decisão, creio que ainda seja necessário aguardar pelo tempo certo. A criação dos filhos sob disciplina e com todo o respeito (1Tm 3.4) é outro importante sinalizador de um bom governo do lar. Os filhos, de um modo geral, refletem muito aquilo que seus pais fazem e falam. Assim, filhos que respeitam e amam seus pais são conseqüência de muito trabalho árduo de pais conscientes de seu dever no ensino. Filhos rebeldes, de uma forma geral, refletem uma criação problemática. É claro que não podemos generalizar. Há muitos casos em que os filhos saem da linha por razões individuais, embora tenham sido corretamente ensinados nos preceitos do Senhor. Ainda assim, o apóstolo Paulo adverte a Tito que constituísse presbíteros que tivessem filhos crentes que não fossem acusados de dissolução, nem insubordinados, apresentando logo em seguida a razão para tal exigência: “porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus” (Tt 1.8). Continuemos a orar para que o Senhor nos conduza à eleição do próximo dia 26 de fevereiro em plena consciência de nossa responsabilidade, e que Ele mesmo possa levantar nomes com condições de serem excelentes pastores do rebanho. Rev. Paulo César N Santos
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